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TEMÁRIO | OUTUBRO/26 - ORAÇÃO E ESPIRITUALIDADE: a força da família situada.

Foto do escritor: Veronica Bernardi
Veronica Bernardi
21 de set.
5 min de leitura

Atualizado: 5 de out.


LEITURA DA PALAVRA: Mateus 18, 15-20


ORAÇÃO INICIAL

Senhor Jesus, estamos reunidos em Teu nome e Te convidamos a permanecer no

meio de nós.

Acalma nosso coração e ajuda-nos a deixar de lado as preocupações para vivermos este momento de encontro, escuta e partilha.

Abre nossos olhos para percebermos o lugar que temos reservado para Ti em nossa família.

Ensina-nos a fortalecer nossa vida de oração, nosso casamento e nossos vínculos

familiares. Que este encontro nos ajude a crescer na fé e a levar Tua presença para dentro de nossas casas.

Fica conosco, Senhor, e abençoa esta nossa reunião. Amém.


Vivemos em um tempo em que a família é constantemente influenciada por

diferentes valores, opiniões, preocupações e formas de viver. Diante de tantas situações que podem nos afastar daquilo que acreditamos, somos convidados a refletir: onde está situada a nossa família? Em que estamos colocando nossa segurança, nossa esperança e nossa força? Deus ocupa um espaço real dentro da nossa casa?

Jesus nos lembra, no Evangelho de Mateus, que “onde dois ou três estiverem

reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”. Essa Palavra nos faz pensar na força da presença de Deus quando o casal e a família se reúnem para rezar, conversar, buscar orientação e colocar suas vidas nas mãos do Senhor. A oração não significa que uma família estará livre de problemas, mas que poderá enfrentar suas dificuldades sabendo que

não está sozinha. Quando Deus está no centro, o casal encontra forças para dialogar, perdoar, recomeçar e tomar decisões com mais sabedoria. A partir dessa passagem, podemos olhar para nossa própria casa e perguntar: nossa oração é um hábito ou uma exceção? Rezamos juntos somente quando enfrentamos alguma dificuldade ou Deus participa também das nossas alegrias, decisões e conquistas?

Nossos filhos percebem que a fé ocupa um lugar importante em nossa família?

No livro “Da família sitiada à família situada” de Padre Zezinho nos traz uma reflexão muito significativa sobre a espiritualidade vivida dentro da família. Ao falar sobre a bênção,

ele destaca que “o poder de abençoar os filhos nasce do amor conjugal”. A afirmação nos leva a perceber que a espiritualidade familiar não se resume aos momentos formais de oração. Ela também se manifesta na maneira como marido e mulher se tratam, nas palavras que dirigem um ao outro e aos filhos, na capacidade de perdoar, acolher, incentivar e reconhecer o bem que existe dentro de casa. Padre Zezinho também chama a atenção para a importância das palavras quando afirma que “o bem-dizer precisa ser maior do que qualquer outra palavra nos lábios de quem tem filho”. Quantas vezes, na correria da vida familiar, nossas palavras acabam sendo mais de cobrança, reclamação e crítica do que de incentivo, gratidão e carinho?

Como temos nos comunicado dentro de nossa casa? Nossos filhos e nosso cônjuge escutam de nós palavras que os fortalecem?

O autor nos convida ainda a olhar para a família como um espaço de evangelização.

Ele afirma: “Sua família pode evangelizar abençoando” e orienta: “Faça de sua família fonte de bênção e não de maldição ou maledicências”. Evangelizar dentro de casa também é aprender a falar bem do outro, agradecer, pedir perdão, acolher, rezar juntos e fazer com que cada pessoa se sinta amada e valorizada.

Padre Zezinho recorda ainda que “foi um grande valor que se perdeu em nome da modernidade”, referindo-se ao costume de os filhos pedirem a bênção aos pais e aos pais abençoarem os filhos. Talvez seja um gesto simples, mas profundamente significativo:

antes de sair de casa, antes de dormir, diante de uma situação importante ou simplesmente como expressão do amor dos pais, abençoar os filhos é uma forma de transmitir cuidado, fé e pertencimento. Também podemos olhar para o nosso casamento: nós rezamos pelo nosso

relacionamento? Temos o hábito de colocar diante de Deus nossas dificuldades e nossos sonhos? Quando enfrentamos um problema, buscamos primeiro a oração ou tentamos resolver tudo sozinhos? Temos abençoado nosso esposo ou nossa esposa com nossas palavras e atitudes? A oração precisa ultrapassar o momento em que fechamos os olhos e chegar à

maneira como vivemos. Não adianta pedir a Deus uma família unida se não estamos dispostos a dialogar. Não adianta pedir paz se continuamos alimentando conflitos. Não adianta pedir proteção para nossos filhos se nossas palavras dentro de casa os ferem. A verdadeira espiritualidade familiar precisa transformar nossas relações.

Como casais Mefecistas, o nosso Grupo Base também pode ser compreendido à luz do Evangelho. Quando os casais se reúnem em nome de Jesus, Ele está no meio deles.

Por isso, nosso encontro não deve ser apenas um espaço para falar sobre nossas

dificuldades, mas também um lugar de oração, acolhimento, partilha e fortalecimento.

Somos chamados a ser famílias que rezam umas pelas outras, que sustentam umas às outras e que ajudam umas às outras a permanecer firmes na caminhada.


PARA REFLETIR:

Dentro do texto foram apresentadas muitas reflexões que podem ser retomadas neste momento, caso não tenham sido contempladas durante a leitura. Seguem também algumas reflexões pontuais para a partilha dos casais:

1• Como está nossa vida de oração em família? Temos o hábito de rezar juntos ou a

oração acontece apenas nos momentos de dificuldade?

2• Como casal, temos colocado nossa família diante de Deus e nos abençoado

mutuamente? Temos consciência de que nossa união e nossa oração também são formas de sustentar espiritualmente nossos filhos?

3• Como MFCistas, que testemunho de oração estamos deixando para nossa família?

Nossos filhos aprendem a buscar Deus principalmente pelo que falamos ou pelo que veem em nossas atitudes? Que legado de fé queremos deixar para eles?


GESTO CONCRETO - “Uma família que abençoa”

Durante todo o mês de outubro, cada casal será convidado a resgatar o gesto da

bênção dentro de casa.

Todos os dias, em um momento possível (ao acordar, antes de sair para o trabalho,

antes de dormir ou diante de uma situação importante), o casal deverá abençoar um ao outro e, quando possível, abençoar também os filhos, fazendo o sinal da cruz ou simplesmente colocando a mão sobre a cabeça ou sobre o ombro e dizendo:

“Deus te abençoe, te proteja, te conduza e te dê paz. “

A proposta é simples, mas pretende recuperar algo que Padre Zezinho considera um valor que foi se perdendo: a bênção como expressão concreta do amor dentro da família.

Ele conclui sua reflexão com um convite muito direto: “Abençoem sempre.”


ORAÇÃO DE ENVIO E GRATIDÃO

Senhor Jesus, agradecemos por este momento de encontro e por tudo que pudemos partilhar.

Ajuda-nos a levar para nossas casas aquilo que hoje refletimos. Que nossa família

seja um lugar onde exista oração, amor, diálogo, perdão e acolhimento.

Abençoa nossos casamentos, nossos filhos e todas as famílias do nosso Grupo

Base. Ensina-nos a usar nossas palavras para construir e a fazer de nossas casas

verdadeiras fontes de bênção.

Que possamos manter-Te no centro de nossas famílias e reconhecer Tua presença

em nossa caminhada.

Permanece conosco, Senhor, e faz de nossas famílias testemunhas do Teu amor.

Amém.


MÚSICA PARA ACOLHIDA OU FECHAMENTO DA REUNIÃO

Pedi e Recebereis (Colo de Deus)

Disponível em:


OUÇA A MÚSICA SUGERIDA NO SPOTIFY


“A paz esteja nesta casa!” (Lc 10,5).


Oração inicial e de envio, colaboração do Casal Rubens e Neli – Liturgia ECE-PR

Fonte de Pesquisa e Inspiração: Livro: Da Família Sitiada à Família Situada. Pe. Zezinho,

scj, Editora Paulinas.

“Que a nossa casa seja um lugar onde Deus habita, o amor cresce, as palavras

edificam e cada pessoa se sinta verdadeiramente abençoada.”


 
 
 

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